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Projeto Dom Helder realiza III Encontro Interterritorial sobre Certificação Orgânica Participativa

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DSCF2394Com o objetivo de fortalecer a autonomia e gestão da agricultura familiar no âmbito do “Algodão em Consórcios Agroecológicos” através dos Organismos Participativos de Avaliação da Conformidade (OPAC’s), cinquenta técnicos (as) e agricultores(as) de sete territórios de atuação do Projeto Dom Helder Camara/SDT/MDA estiveram reunidos em Triunfo-PE, nos dias 20 e 21 de agosto, para o III Encontro Interterritorial de Certificação Orgânica. O evento, organizado pelo Projeto Dom Helder Camara (PDHC), também contou com a presença de representantes da Embrapa Algodão, Esplar, Centro Ecológico, MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), da VERT, empresa compradora de algodão agroecológico, da ICCO, organização holandesa de cooperação e da Cooperativa de Crédito Solidário ECOSOL Pajeú.


DSCF1980Para proporcionar elementos para uma reflexão sobre a trajetória do algodão em consórcios agroecológicos, foram realizadas três palestras. Dr. Espedito Rufino, diretor do PDHC, apresentou os conceitos e estratégias do Projeto Dom Helder, e a articulação de parcerias para gerar desenvolvimento rural sustentável com base na Agroecologia e convivência com o Semiárido. Pedro Jorge (ESPLAR), Fábio Santiago (PDHC) e Fábio Aquino (Embrapa Algodão), falaram sobre o contexto político e institucional do Projeto Algodão, que atualmente envolve cerca de 900 famílias no Semiárido nordestino.


DSCF2047O agricultor Antônio Maciel, da Associação de Certificação Participativa Agroecológica (ACEPA) no Sertão Central/CE, comentou os desafios, meios de superação, parcerias e lições aprendidas no Sistema Participativo de Garantia (SPG). “Hoje as pessoas já têm um maior conhecimento de qual é o procedimento e qual é a sua responsabilidade. Antes, na certificação de terceira parte, a gente só respondia o questionário de visita e pronto. Hoje, todos possuem conhecimento dos procedimentos para conseguir a certificação”, destacou Antônio.


O debate em plenária, no qual as associações refletiram sobre gargalos para sustentabilidade dos SPGs implantados, demonstrou que as dificuldades enfrentadas pelas associações nos territórios são semelhantes, como a estiagem prolongada e preenchimento dos documentos de controle da Conformidade Orgânica. Os agricultores familiares, que demonstraram avanço significativo no conhecimento sobre os SPGs, destacaram que, a despeito da severa estiagem que atinge a região semiárida nordestina, as comunidades e assentamentos continuam motivados, trabalhando em prol do credenciamento e consolidação de suas associações.


DSCN3053Laércio Meirelles, do Centro Ecológico e da Rede Ecovida, teceu considerações sobre vulnerabilidades e avanços observados a partir das apresentações e debates. Parabenizou os agricultores pelo conhecimento coletivo acumulado, ressaltando a importância de buscar uma horizontalidade em relação a esse conhecimento. Roberto Mattar e Amália Bernardes, do MAPA, fizeram considerações a partir da experiência da Oficina realizada no mês de Julho em Quixeramobim/CE e da análise dos processos de credenciamento dos OPACs, sobre os problemas, limitações e soluções na aplicação de mecanismos de avaliação participativa da conformidade orgânica.


DSCF2378No segundo dia de evento, para trabalhar os pontos chaves levantados para sustentabilidade, os agricultores falaram sobre experiências produtivas de 2013 junto com as estimativas de colheita nos territórios e as lições aprendidas com a estiagem prolongada. A VERT, empresa compradora de algodão agroecológico, a ICCO, organização holandesa de cooperação, e a Cooperativa de Crédito da Agricultura Familiar (ECOSOL) apresentaram propostas para aporte e parcerias para fortalecimento dos SPG’s no âmbito do Algodão em Consórcios Agroecológicos.

 

Além da ACEPA/CE, participaram do evento as seguintes associações: Associação Agroecológica do Pajeú (ASAP); ECOARARIPE; Associação de Produtores (as) Agroecológicos do Semiárido Piauiense (APASPI); Associação de Certificação Participativa do Cariri (ACEPAC); Associação de Certificação Orgânica Participativa do Sertão do Apodi-RN (ACOPASA); e Associação Agroecológica de Certificação Participativa dos Inhamuns/Crateús-CE (ACEPI).

 

   

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