Acesso à informação

Serviços  

   

Artigos e Publicações  

   

Artigos

Agricultores do Piauí avançam na certificação orgânica

Detalhes

 

Direção da APASPI presenteDireção da APASPI presente Associação dos Produtores(as) Agroecológicos(as) do Semiárido Piauiense (APASPI), completou um ano de criação no dia 31 de agosto e planejou uma comemoração coincidindo com a sua assembleia anual: a Festa da Colheita de 2013. Apesar de a estiagem ter prejudicado a produção nos consórcios, os agricultores mantiveram o evento, para celebrar os passos dados neste ano em busca do fortalecimento do Sistema Participativo de Garantia (SPG). 6 grupos de agricultores filiados, representando mais de 200 famílias que produzem algodão, feijão, gergelim, milho, hortaliças, fruta e mel, estão articulados para buscar, por meio da APASPI, o certificado de produtores orgânicos.

 

O ponto alto do evento, que teve início com a assembleia anual da APASPI, foi a entrega de placas de homenagem aos seis agricultores que conseguiram produzir mesmo com a estiagem. O agricultor Valdomiro Lima foi campeão na produção de algodão (165 kg) e de outras culturas alimentares (600 kg). “Estamos muito felizes com essa homenagem porque é uma animação a mais para a gente, que produz com tanta dificuldade aqui no sertão. Nós somos teimosos, por isso que não vamos desistir do projeto”, afirmou Manoel Aragão, um dos homenageados.

 

Agricultor Bartolomeu recebe declaraçãoAgricultor Bartolomeu recebe declaração39 agricultores integrantes da associação receberam, ainda, uma declaração comprovando que suas áreas de produção foram visitadas pelas comissões de avaliação da APASPI e consideradas dentro da conformidade orgânica, pois produzem utilizando práticas agroecológicas, conforme a Lei dos Orgânicos brasileira. A APASPI está com toda a documentação sendo avaliada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e espera a visita de auditoria do órgão para receber o credenciamento como Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade (OPAC). Após o credenciamento, os agricultores associados estarão incluídos no cadastro nacional de produtores orgânicos e poderão utilizar o selo orgânico Brasileiro.

 

“A APASPI está cada dia mais forte, porque temos muitas famílias, de diversas comunidades acreditando na agroecologia, e daqui a mais um ano, tenho certeza, estaremos comemorando mais conquistas, com mais algodão, feijão e milho. E estaremos com todo o nosso SPG legalizado, podendo usar o selo orgânico em nossos produtos”, comenta Fátima da Conceição, agricultora e presidente da associação.

 

Prof. Guilherme UNIVASF entregando declaração a agricultor Salvador ferreiraProf. Guilherme UNIVASF entregando declaração a agricultor Salvador ferreiraOs agricultores se mobilizaram para criar a APASPI com o apoio do Projeto Dom Helder Camara / SDT / MDA, que vem garantindo assessoria técnica permanente e proporcionando processos de capacitação, tanto no manejo das culturas quanto na gestão participativa e na garantia da qualidade orgânica. A certificação orgânica será um passo importante, inclusive para melhorar a renda das famílias, agregando valor a produção.

 

“A celebração de hoje é a celebração da teimosia e da aposta na agroecologia; os grupos se organizaram e estão insistindo na implantação dos consórcios porque estão se capacitando, e vêm experimentando técnicas que dão certo. A certificação orgânica é apenas um coroamento de um processo que já vem há anos sendo fomentado pelo PDHC e suas parceiras, e que dialoga com o que as comunidades já fazem. É essa a razão do sucesso: a soma de esforços e de saberes”, explica Raimundo Clarindo, assistente de campo do Projeto Dom Helder Camara no Sertão de São João do Piauí.

 

Assist de Campo Raimundo Clarindo entregando declaração a agricultor Francisco das ChagasAssist de Campo Raimundo Clarindo entregando declaração a agricultor Francisco das ChagasA comemoração, realizada no Assentamento Nova Zabelê, no Piauí, contou com 60 participantes, entre agricultores, membros da APASPI, técnicos das parceiras de assistência técnica, mobilizadores sociais da FETAG, Quilombo e CEFCAS, lideranças da parceira territorial do Projeto Algodão, a AMPLE e consultores do Projeto Dom Helder Camara.

 

Para melhor divulgar suas ações e fortalecer parcerias, a direção da associação convidou diversos órgãos e instituições com atuação no território, com o SEBRAE, o Banco do Nordeste, a Universidade Federal Vale do São Francisco (UNIVASF) e Universidade Estadual do Piauí (UESPI). “Ficamos felizes em conhecer hoje a experiência dos agricultores. Estamos abertos para dialogar e contribuir; e estamos discutindo com o Incra, a criação de cursos através do Pronera que dialogam com a agroecologia e que podem fortalecer o trabalho da associação”, comentou Guilherme Medeiros, professor e coordenador da UNIVASF.

 

   

Galeria de Imagens  

   
   
© Projeto Dom Helder Camara