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Pesquisa sobre polinizadores do algodoeiro apresenta resultados favoráveis a agroecologia

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Dra Carmem e Dr. Fábio AquinoDra Carmem e Dr. Fábio AquinoNo dia 16 de outubro de 2013, a Embrapa Cenargen, Embrapa Algodão, Universidade Federal de Mina Gerais e Projeto Dom Helder Camara/ SDT/ MDA apresentaram, no assentamento Zé Marcolino, em Prata/PB, a conclusão do projeto de pesquisa Polinizadores do Algodoeiro no Brasil. O estudo foi realizado nos estados da Paraíba, Mato Grosso e Goiás, e os resultados obtidos confirmam a importância das abelhas para a produção do algodoeiro e reforça a importância do manejo agroecológico, de forma a extinguir o uso de inseticidas, especialmente por produtores familiares.

 

A pesquisa foi realizada com objetivo de estabelecer quem são os visitantes florais do algodoeiro, sob diferentes sistemas culturais, identificando os potenciais polinizadores no cerrado e na caatinga, de forma a estimar qual o impacto da cotonicultura sobre esses visitantes florais, sugerindo práticas alternativas para melhor conservação desses agentes. Na Caatinga, os estudos foram feitos em pequenas propriedades onde o algodoeiro é cultivado consorciado com outras culturas e em sistema agroecológico. As áreas escolhidas para tanto foram as comunidades Remígio, Sumé e Prata, na Paraíba, das quais Sumé e Prata recebem assessoria técnica do Projeto Dom Helder Camara (PDHC).  

 

Dra. Carmem, Dr. Fábio Aquino e o agricultor Anselmo CoelhoDra. Carmem, Dr. Fábio Aquino e o agricultor Anselmo CoelhoO supervisor do PDHC no Sertão do Cariri, Aldo Meireles, fez a abertura do evento, com um breve resgate das ações do  Algodão em Consórcios Agroecológicos desde seu início, no ano de 2008, até o momento atual. O supervisor destacou a importância da parceria entre o Projeto Dom Helder, a Embrapa Cenargen e Embrapa Algodão e ressaltou os bons resultados da pesquisa dos polinizadores do algodoeiro, desenvolvida na área do agricultor Sr. Anselmo Coelho, no assentamento Zé Marcolino.

 

Ângela Procópio, filha de agricultor, relata experiência Ângela Procópio, filha de agricultor, relata experiência A coordenadora do Projeto Polinizadores e pesquisadora da Embrapa recursos genéticos e biotecnologia, Carmem Silva Soares Pires, apontou os resultados mais relevantes da pesquisa: “Obtemos que os plantios próximos de mata secundária da Caatinga  floresta nativa apresentaram maior riqueza de abelhas e maior porcentagem de fibra, mais sementes por fruto e maior produtividade quando comparados com plantios mais distantes das matas. Também foi constatado que, na área do agricultor Anselmo Coelho, localizada no assentamento Zé Marcolino, as flores dos algodoeiros que receberam visita de abelhas apresentaram um acréscimo significativo no peso da fibra (12 a 16%), e um maior número de sementes por fruto (17%) do que as flores não visitadas”. A pesquisadora destacou ainda que na área do agricultor também foram observadas três vezes mais espécies de abelhas visitando os algodoeiros comparados a áreas de produção convencional.

 

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