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Associação Agroecológica no Piauí apoiada pelo PDHC recebe visita do MAPA

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Membro da Comissão de Avaliação explicando às auditoras como é feita a avaliaçãoMembro da Comissão de Avaliação explicando às auditoras como é feita a avaliaçãoNos dias 26 a 28 de novembro de 2013, a Associação dos(as) Produtores(as) Agroecológicos(as) do Semiárido Piauiense (APASPI) recebeu uma auditoria de credenciamento como Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade (OPAC), conduzida pelas fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Fabiana Nobre e Adriana Barreto. A APASPI foi criada pelos agricultores em agosto de 2012, apoiada pelo Projeto Dom Helder Camara / SDT / MDA, com objetivo de promover a consolidação da experiência das famílias envolvidas nas ações de produção de algodão em consórcios alimentares agroecológicos. Uma vez credenciada como OPAC, poderá certificar a qualidade orgânica dos produtos da agricultura familiar agroecológica, conforme a legislação brasileira, permitindo que as famílias agricultoras comercializem seus produtos com valor agregado.


Auditoras em reunião com Grupo Agroecologia Novo ZabelêAuditoras em reunião com Grupo Agroecologia Novo ZabelêA auditoria foi iniciada com uma avaliação dos documentos e visitas-testemunhas em atividades realizadas dentro do processo de controle e verificação da conformidade orgânica. No escritório, foram feitas observações da equipe de auditoras sobre a documentação que norteia o processo de controle pela APASPI (estatuto social, regimento interno, manual de procedimentos e normas técnicas de produção animal e vegetal). As fiscais fizeram considerações e recomendações de pequenos ajustes nos textos contidos na documentação.


Auditoras do MAPA acompanhando visita de avaliação em Lagoa dos PrazeresAuditoras do MAPA acompanhando visita de avaliação em Lagoa dos PrazeresNo final das visitas de campo as auditoras convocaram os representantes da APASPI, do PDHC no território e o técnico Gildo Pareira, da Embrapa, para informar as conclusões quanto ao credenciamento da APASPI. “Estamos muito felizes com o trabalho que vimos aqui. Vimos um grupo competente e sério, muito comprometido com a garantia da qualidade orgânica dos produtos. Consideramos que a APASPI tem sim um sistema bem montado e que tem todas as condições que a lei exige para se garantir a qualidade orgânica através de um SPG. Por tudo isso, vamos dizer em nosso relatório que recomendamos, com base no que testemunhamos, o credenciamento imediato da APASPI como OPAC”, declarou Fabiana Nobre, fiscal do MAPA. As auditoras explicaram que os ajustes solicitados na documentação, não impedirão o credenciamento. No relatório será mencionado que a APASPI assumiu compromisso de fazer as alterações, o que será conferido numa futura auditoria de manutenção.


Auditoras do MAPA acompanhando visita de avaliaçãoAuditoras do MAPA acompanhando visita de avaliação“O que as auditoras viram foi o resultado de muito trabalho e da parceria que uniu as famílias, o PDHC, a Embrapa Algodão, o Esplar, as diversas parceiras de ATP e de mobilização social que acreditaram e que estão, todo dia, fazendo esse processo crescer. O credenciamento será resultado de todo esse esforço. Mas não é o fim do processo, porque agora é que começa a maior responsabilidade. A APASPI credenciada será um compromisso maior ainda, pois será necessário manter o foco, aprofundar os conhecimentos, capacitar ainda mais nossos agricultores e nossas comissões, para garantir a qualidade orgânica e para continuar avançando nas prática agroecológicas, gerando qualidade de vida para nossas comunidades”, explicou Raimundo Clarindo, assistente de campo do PDHC no Sertão de São João do Piauí.


Auditora Fabiana Nobre em reunião com APASPIAuditora Fabiana Nobre em reunião com APASPIAs famílias agricultoras, que nos últimos dois anos de seca continuaram perseverando, se capacitando e discutindo e praticando a agroecologia, ficaram muito felizes com a visita do MAPA. ”Estamos muito satisfeitos com os resultados da auditoria. Não só pelo credenciamento que deve sair logo, mas porque as auditoras deram testemunhos de que nosso sistema é de fato participativo e que nós estamos mesmo praticando a agroecologia e aptos a realizar nosso trabalho de avaliação e certificação da qualidade orgânica dos nossos produtos. É uma vitória de todos nós, famílias, Projeto Dom Helder, APASPI, Embrapa, Cáritas e todos os demais parceiros”, declarou a agricultora Maria de Fátima Sousa, presidente da associação.


“Quando a gente puder colocar o selo de orgânico numa abóbora, numa melancia ou num fardo de algodão, vai ser um orgulho saber que ali tem o suor e muito esforço desse povo aqui todo”, comentou o Salvador Ferreira, agricultor da comunidade quilombola Lagoa dos Prazeres e membro da comissão de avaliação da APASPI.

 

   

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