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Assentamentos assessorados pelo Projeto Dom Helder são visitados em Rota de Aprendizagem

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001Discutir e aprofundar a compreensão do desenvolvimento sustentável enquanto processo multidimensional, considerando as especificidades, potencialidades e saberes da região semiárida. Esse foi o objetivo da Rota de Aprendizagem “Sistemas Integrais de Convivência com o Semiárido”, realizada pelo Programa Semear – Gestão do Conhecimento em Zonas Semiáridas do Nordeste brasileiro (IICA, FIDA e AECID), de 16 a 23 de março de 2013, nos territórios do Cariri/PB e Apodi/RN. O evento contou com a assistência técnica-metodológica da Corporação Regional Procasur e com o apoio do Projeto Dom Helder Camara (PDHC) e da Diaconia.

 

Os participantes da Rota – representantes de 25 organizações, entre públicas, não governamentais, de pesquisa e de assistência técnica rural de diversas organizações –, puderam conhecer nove experiências de convivência com o Semiárido, incluindo manejo da caatinga, apicultura, caprinocultura, roçado de sequeiro e sistemas irrigados; organização para acesso a mercados e cooperativismo; educação contextualizada; e consórcios alimentares agroecológicos.

 

002Dos nove casos visitados, oito são de assentamentos e comunidades assessoradas pelo Projeto Dom Helder. Na única exceção, a experiência de cooperativismo da agricultura familiar no Território do Apodi/RN, com as cooperativas COOPAPI e COAFAP, o Dom Helder atua como parceiro. Os participantes puderam conhecer as áreas de produção agroecológica de hortaliças e frutas na comunidade de Tingui (PB); a experiência de educação contextualizada no assentamento Zé Marcolino (PB); o itinerário técnico e tecnológico dos consórcios alimentares agroecológicos em Monteiro (PB); as ações das cooperativas da agricultura familiar COOPAPI e COAFAP; a atividade de diversificação e beneficiamento da produção para conviver melhor com o semiárido nos assentamentos Moaci Lucena e Lage do Meio (RN); a experiência da comunidade de Cacimba do Meio (RN) com a convivência com o semiárido; e os sistemas irrigados agroecológicos na comunidade Sombras Grandes e Milagres.

 

003O coordenador de planejamento do Projeto Dom Helder, Felipe Jalfim, atuou como especialista temático da Rota Estratégica. Para ele, o itinerário de aprendizagens possibilitou ampliar uma compreensão multidimensional do desenvolvimento rural. “A convivência com o Semiárido vai bem além da questão tecnológica. Não é possível pensá-la sem agroecossistemas fortes, sem uma organização sociopolítica, sem uma organização para comercialização, sem uma educação que forme as crianças a partir dos valores de sua terra, de uma identidade cultural de seu território”, afirma.

 

Primeiro evento do tipo realizado no país, a Rota de Aprendizagem ao mesmo tempo em que contribui para a ampliação e o intercâmbio de conhecimentos técnicos e metodológicos entre as organizações presentes; dá a oportunidade, em igual medida, de os agricultores familiares das experiências visitadas de adquirir novos conhecimentos com os participantes da atividade.

 

“A rota para mim foi excepcional, trouxe um despertar, no intercâmbio, nas trocas, nos contatos novos, nas instituições novas que conheci. Para os profissionais que lidam com o Semiárido, ela trouxe muita inovação”, afirma Madalena Campos, representante da Secretaria de Agricultura do Estado da Paraíba.

 

004“As atividades permitiram muitas reflexões e aprendizagens a partir das experiências analisadas e da troca de saberes, contribuindo para aproximar conhecimentos científicos e empíricos e estreitar relações entre diferentes atores e organizações que atuam no Semiárido nordestino”, avalia Léa Vaz Cardoso, coordenadora do Programa Semear.

 

A partir das aprendizagens e dos intercâmbios gerados na Rota Estratégica, os participantes construíram um primeiro desenho de planos de inovação em gestão do conhecimento, que serão finalizados junto às suas organizações e encaminhados ao Programa Semear. “Temos uma expectativa grande em continuar o diálogo para pactuar propostas de ação mais coletivas voltadas para o desenvolvimento rural”, explica Léa.

   

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