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Grupos produtivos de mulheres assessorados pelo Projeto Dom Helder recebem Prêmio “Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável”

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001.1No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, trinta experiências inovadoras e sustentáveis de grupos produtivos do campo e da floresta receberam no dia 13 de março, em Brasília/DF, o Prêmio “Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável”, promovido pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres do Governo Federal. As dez organizações que mais se destacaram foram agraciadas com R$ 20 mil cada uma.

 

Dentre as mais de 500 iniciativas inscritas, a Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, assessorada pelo Projeto Dom Helder, distinguiu-se pela produção de artesanato, beneficiamento de frutas, hortifrutigranjeiros e criação de animais de pequeno porte. O projeto é gerido por 27 mulheres, de comunidades e municípios diversos em Pernambuco, totalizando 300 agricultoras familiares e assentadas da reforma agrária envolvidas na produção. A Rede de Mulheres ficou entre as dez experiências mais destacadas, recebendo, além do troféu, a premiação em dinheiro para ser investida na organização do grupo produtivo.

 

002.1“Esse prêmio não é um reconhecimento apenas do trabalho da Rede, mas de um conjunto de organizações e pessoas que acreditaram e financiaram esse projeto nestes oito anos como a Casa da Mulher do Nordeste, acreditando que é possível em uma região seca do Nordeste concretizar oportunidades de produção sustentável para o empoderamento econômico das mulheres, através da organização coletiva”, afirma Marli Almeida, Assessora da Rede Pajeú.

 

Além da experiência da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, dois outros grupos assessorados pelo Projeto Dom Helder ficaram entre as trinta experiências premiadas: o grupo de mulheres da comunidade de Irapuá (Novas Russas-CE), denominada de MOPAR (Mulheres Organizadas Produzindo Aves e Renda); e a Associação de Mulheres Resgatando Sua História do Povoado Lagoa da Volta (Porto da Folha-SE).

 

003.1O concurso teve a participação de grupos produtivos formais e informais de todo o país. Foram 517 trabalhos de grupos de extrativistas, agricultura familiar, assentadas pela reforma agrária, quilombolas, indígenas, entre outros. As experiências apontam diversidade produtiva, cultura e estratégias diferenciadas utilizadas pelas trabalhadoras rurais. Muitas delas acessam políticas públicas e programas, tais como Aquisição de Alimentos e Alimentação Escolar, para comercializar suas produções. Grande parte tem apoio dos governos federal, estaduais e municipais, além de organizações internacionais.

 

Além de reconhecer as melhores iniciativas de grupos de mulheres do campo e da floresta que comercializam seus produtos, o concurso ajudou a construir um banco de dados sobre as organizações. Elementos registrados em relatos e materiais de suporte do concurso servirão de base para futuras políticas públicas voltadas à autonomia econômica.

   

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