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Conquista de famílias agricultoras marca IV Encontro sobre Certificação Orgânica

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“Agora que conseguimos o credenciamento a responsabilidade é maior, precisamos trabalhar ainda mais para mantê-lo”. A afirmação do agricultor familiar Francisco Deusdedit sintetiza bem a pauta do IV Encontro de Certificação Interterritorial sobre Certificação Orgânica Participativa, realizado entre 18 e 21 de fevereiro, em Ouricuri (PE). De iniciativa do Projeto Dom Helder Camara (SDT-MDA/FIDA/GEF), Embrapa Algodão e Esplar, o evento reuniu 43 agricultores(as) familiares, técnicos(as), mobilizadores sociais e representantes de empresas compradoras de algodão, ONGs, entidades de ensino, pesquisa e extensão, e do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

 

O encontro teve um sabor comemorativo: cinco associações de agricultores(as) familiares, entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014, foram credenciadas como Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade (OPAC). O credenciamento, que é resultado da persistência e luta dos agricultores mesmo após dois anos consecutivos de estiagem, permite que as associações emitam o selo brasileiro orgânico dos produtos vegetais, de modo que as famílias agricultoras comercializem seus produtos com valor agregado.

 

O objetivo do evento foi de proporcionar um espaço para sanar dúvidas oriundas das visitas de credenciamento, fornecer orientações sobre quais os próximos passos a serem tomados e permitir uma interação direta entre todos os envolvidos na cadeia do algodão em consórcios agroecológicos – da família agricultora à empresa que compra a pluma, passando por técnicos, pesquisadores e representantes do MAPA.

 

Seguindo a metodologia do Projeto Dom Helder Camara (PDHC), que preza pelo protagonismo das famílias, a agricultora Francineide Buriti, do Sertão Central (CE), guiou os dias de atividades. Na pauta do evento, constaram exposições de Fábio Santiago, coordenador técnico do PDHC; de Laércio Meirelles, presidente da Rede Ecovida, entidade que constituiu o primeiro Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade (OPAC) do país; da VERT, marca franco-brasileira que compra algodão agroecológico; e do MAPA, através da chefe do Divisão de Garantia da Qualidade Orgânica (DGQO), Maria Cristina Fortes.

 

O evento foi finalizado com uma visita de campo ao assentamento Frei Damião, município de Santa Cruz (PE), onde foi inaugurada a sede da associação local de agricultores(as) familiares. O agricultor Severino Amaro destacou a importância de eliminar o uso de veneno e apontou que os agricultores familiares locais abraçaram a causa e hoje veem os benefícios do cultivo agroecológico.

 

Clique aqui para conferir o relatório oficial do evento.

   

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